Saiba tudo sobre a cirurgia robótica!
Neste artigo, o Dr. Felipe Vidigal, uro-oncologista com centenas de cirurgias robóticas realizadas e atuação como proctor — treinando cirurgiões no Brasil e em outros países — explica de forma clara e completa tudo sobre a cirurgia robótica para câncer de próstata. Se você ou alguém que você ama acabou de receber esse diagnóstico, este conteúdo foi escrito para você: para que você entenda suas opções, faça as perguntas certas e tome a melhor decisão com segurança e confiança.
Quem é o médico que realiza a cirurgia robótica?

Por Dr. Felipe Eduardo Costa Vidigal — Uro-oncologista | Cirurgião Robótico certificado Da Vinci (Intuitive, EUA) e Versius (CMR Surgical, Reino Unido) | Proctor Nacional e Internacional |
Sou o Dr. Felipe Vidigal, urologista, com ampla experiência no tratamento de tumores urológicos e atuação consolidada em cirurgia robótica com os robôs Da Vinci (Intuitive Surgical) e Versius (CMR Surgical).
Possuo Fellowship (pós graduação Latu Senso) com mais de 2890 horas de treinamento teórico e prático em serviço, na área de Uro-oncologia e cirurgia robótica no Hospital Felício Rocho em Belo Horizonte, com certificação internacional pela Intuitive Surgical e pela CMR Surgical.
Tenho certificação e proficiência em cirurgia robótica, obtida com certificação pela Sociedade Brasileira de Urologia. Sou mestre pela Universidade Federal de Minas Gerias estudando o tema de nefrectomia parcial por cirurgia robótica, com foco no tratamento do câncer de rim.
Ofereço um atendimento que une tecnologia de ponta com acolhimento, escuta ativa e orientação humanizada, desde o diagnóstico até a recuperação.
O Câncer de Próstata no Brasil: Uma Realidade que Não Pode Ser Ignorada

O câncer de próstata é o tumor mais comum entre os homens brasileiros, excetuando-se os cânceres de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para o triênio 2023–2025 é de 71.730 novos casos por ano no Brasil. São números expressivos — mas que carregam uma mensagem de esperança: quando detectado precocemente, o câncer de próstata tem taxas de cura superiores a 90%.
A boa notícia é que os avanços tecnológicos das últimas duas décadas transformaram radicalmente o tratamento dessa doença. Hoje, a cirurgia robótica representa o padrão mais avançado de tratamento cirúrgico para o câncer de próstata, combinando precisão microscópica, menor trauma ao paciente e recuperação funcional mais rápida — especialmente no que diz respeito ao controle urinário e à função sexual.
Em agosto de 2025, a CONITEC publicou parecer favorável à inclusão da prostatectomia radical robótica no SUS, tornando esse tratamento acessível a um número ainda maior de brasileiros. É um marco histórico para a saúde pública do país — e um reflexo do quanto essa tecnologia já se consolidou como referência mundial.
O Que é a Prostatectomia Radical Robótica?
A prostatectomia radical robótica é o procedimento cirúrgico de remoção completa da próstata, das vesículas seminais e, quando necessário, dos linfonodos pélvicos, realizado com auxílio de um sistema robótico de alta precisão.
Ao contrário do que o nome pode sugerir, o robô não opera sozinho. O que existe é um sistema de braços mecânicos controlados em tempo real pelo cirurgião, que opera sentado em um console equipado com visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados com muito mais liberdade de movimento do que a mão humana consegue oferecer de forma natural.
O resultado é uma cirurgia minimamente invasiva — realizada por pequenas incisões de menos de 1 cm — com controle e precisão que as técnicas abertas e laparoscópicas convencionais simplesmente não conseguem reproduzir.
Minha Experiência: Centenas de Cirurgias, Brasil e Mundo
Ao longo da minha trajetória como uro-oncologista e cirurgião robótico, tive o privilégio de acumular uma experiência que vai muito além dos limites de um único centro ou país.
Diferente do que muitos pensam, o robô não opera sozinho — ele é 100% controlado pelo cirurgião em tempo real.

Com centenas de cirurgias robóticas realizadas, atuei como proctor — uma função que certifica o cirurgião não apenas como operador, mas como educador e avaliador de outros cirurgiões. Ser proctor significa dominar a técnica em nível suficiente para treinar, supervisionar e habilitar outros profissionais a realizá-la com segurança.
Essa atividade me levou a hospitais em diferentes estados do Brasil e a outros países, treinando equipes cirúrgicas, conduzindo proctorships e contribuindo para a disseminação da cirurgia robótica em centros de referência. Cada viagem para ensinar um novo cirurgião é, para mim, um ato de multiplicação de qualidade — porque cada profissional capacitado representa dezenas ou centenas de pacientes que serão operados com mais segurança e precisão.
Sou Mestre em Cirurgia Robótica, formação que me proporcionou imersão profunda nos fundamentos científicos, técnicos e clínicos que sustentam essa especialidade. O mestrado não é apenas um título — é a base que diferencia o cirurgião robótico completo do operador técnico: alguém que não apenas executa, mas compreende, analisa resultados e contribui para o avanço da área.
Sou proctor certificado pela Intuitive Surgical (Da Vinci) e pela CMR Surgical (Versius) — as duas empresas líderes mundiais em cirurgia robótica —, posição que pouquíssimos cirurgiões no Brasil ocupam simultaneamente. Isso significa que fui avaliado e reconhecido por ambas as empresas como referência técnica em suas respectivas plataformas.
Cirurgia Robótica para Câncer de Próstata: Para Quem é Indicada?
A prostatectomia radical robótica é indicada em diferentes cenários clínicos, sempre com base em uma avaliação individualizada:
- Câncer de próstata localizado (tumor confinado à glândula, estágios T1 e T2) — indicação principal, com intenção curativa
- Câncer de próstata localmente avançado (estágio T3) — em casos selecionados, com planejamento oncológico integrado
- Pacientes com boa expectativa de vida e condições clínicas adequadas para o procedimento
- Preferência do paciente pela cirurgia como estratégia de tratamento, após discussão ampla sobre todas as opções disponíveis
A prostatectomia robótica também pode ser indicada como parte de um plano de tratamento multimodal, combinada com radioterapia ou hormonoterapia em casos de maior complexidade.
Como é o Procedimento na Prática?
Antes da Cirurgia
A preparação inclui avaliação clínica completa, exames de imagem (ressonância magnética multiparamétrica da próstata, tomografia e, quando indicado, PET-PSMA), avaliação anestésica e, em muitos casos, biópsia de fusão para mapeamento preciso do tumor. O paciente recebe orientações detalhadas sobre o que esperar antes, durante e após o procedimento.
Durante a Cirurgia
O procedimento é realizado sob anestesia geral. São feitas de 4 a 6 pequenas incisões abdominais (entre 8 mm e 12 mm cada) para a introdução dos braços robóticos e da câmera. Sentado no console, opero com visão tridimensional ampliada, controlando os instrumentos com precisão milimétrica. A cirurgia tem duração média de 2 a 3 horas, dependendo das características anatômicas e do grau de complexidade do caso.
Após a Cirurgia
O paciente acorda na sala de recuperação e é transferido para o quarto. Uma sonda vesical permanece por 5 a 7 dias. A alta hospitalar ocorre geralmente em 24 a 48 horas. O retorno às atividades leves acontece em 2 a 3 semanas, e a recuperação completa — incluindo progressão da continência e, quando preservada, da função erétil — evolui ao longo dos meses seguintes, com acompanhamento individualizado.
Aplicações na Urologia
A aplicação da cirurgia robótica na urologia é vasta. O robô Da Vinci® (Intuitive Surgical) e o Versius (CMR Surgical) são amplamente utilizados no tratamento de vários tumores, como nos rins, ureteres, bexiga, próstata, glândulas adrenais (supra-renais) e tumores retroperitoniais.
É utilizada também em tratamento de doenças benignas como hiperplasia de próstata, estenoses de ureter, cálculos grandes (pielolitotomia), estenose de junção pieloureteral.
Mais de 80% das cirurgias para o câncer de próstata, por exemplo, são realizadas através da chamada prostatectomia radical robótica nos Estados Unidos.
No Brasil poucos centros tem a tecnologia disponível, mas com o passar dos anos ela fica cada vez mais disponível.
Cirurgia Robótica ou Radioterapia? Como Escolher?
Essa é uma das perguntas mais frequentes após o diagnóstico de câncer de próstata localizado. Ambas as opções têm eficácia oncológica comprovada para doença localizada. A escolha depende de múltiplos fatores:
- Perfil do tumor: Escore de Gleason, estadiamento, volume tumoral
- Características do paciente: idade, comorbidades, função sexual e urinária pré-existente
- Preferências e valores do paciente: o paciente que prefere um tratamento definitivo e pontual tende a escolher a cirurgia; o que prefere evitar o ato operatório pode optar pela radioterapia
- Possibilidade de análise anatomopatológica: a cirurgia oferece a vantagem de fornecer informações precisas sobre o estadiamento real do tumor após a remoção
A decisão deve sempre ser tomada em conjunto — médico e paciente, com tempo, informação e clareza sobre os benefícios e riscos de cada opção.

Perguntas Frequentes sobre Cirurgia Robótica para Câncer de Próstata
A cirurgia robótica tem risco de ficar impotente após? A preservação da função erétil depende principalmente da preservação dos feixes neurovasculares, que é tecnicamente mais precisa com o robô. A técnica de preservação nervosa, quando oncologicamente segura, é meu objetivo em todos os casos indicados. A recuperação varia de paciente para paciente e pode levar meses — mas as taxas de recuperação com a cirurgia robótica são superiores às das técnicas convencionais.
Vou ficar incontinente após a cirurgia? A incontinência urinária é um risco real, mas sua magnitude e duração dependem muito da técnica cirúrgica e da experiência do cirurgião. A maioria dos meus pacientes atinge continência satisfatória nos primeiros meses após a cirurgia. Técnicas como o Retzius Sparing aceleram significativamente essa recuperação.
A cirurgia robótica cura o câncer de próstata? Sim — quando o câncer está localizado e é tratado adequadamente, a prostatectomia radical robótica tem intenção curativa, com taxas de sucesso oncológico superiores a 90% em doença localizada.
Quanto tempo dura a internação? Em geral, 24 a 48 horas. É um dos maiores benefícios da abordagem minimamente invasiva.
A cirurgia robótica é coberta pelo plano de saúde? Com a incorporação ao SUS em 2025, a tendência é que a ANS amplie a cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Recomendo verificar com a sua operadora. Nossa equipe pode auxiliar nessa orientação.
Posso operar em Brasília? Sim. Atuo em Brasília-DF e Belo Horizonte-MG, com estrutura completa de cirurgia robótica e equipe especializada.
Por Que Escolher o Dr. Felipe Vidigal para sua Cirurgia?

Existem razões concretas — e não apenas credenciais — para me diferenciar:
Experiência real, não apenas certificado. São centenas de cirurgias robóticas realizadas, em casos simples e complexos, em pacientes de diferentes perfis. Cada caso me ensinou algo. Essa bagagem acumulada é o que garante a tomada de decisão segura dentro do campo operatório.
Proctor em Da Vinci e Versius simultaneamente. Sou um dos poucos cirurgiões no Brasil certificados para treinar outros cirurgiões nas duas principais plataformas robóticas do mundo. Isso não é coincidência — é o resultado de anos de dedicação e reconhecimento pelas próprias empresas que fabricam esses sistemas.
Formação internacional. Minha atuação como proctor me levou a hospitais em diferentes países, treinando equipes e aprendendo com centros de excelência ao redor do mundo. Essa visão ampliada se traduz em melhores resultados para os meus pacientes.
Mestrado em Cirurgia Robótica. A base científica sólida me permite interpretar a literatura, aplicar técnicas inovadoras e explicar ao paciente — com precisão e clareza — o que está sendo feito e por quê.
Atendimento humanizado. Tecnologia de ponta e cuidado humano não são opostos — para mim, são inseparáveis. O paciente com câncer de próstata não precisa apenas de um cirurgião habilidoso. Ele precisa de alguém que explique, que ouça, que compartilhe a decisão e que esteja presente em toda a jornada.
Mensagem do Dr. Felipe Vidigal
O diagnóstico de câncer de próstata muda a vida — mas não precisa definir o futuro. Com o tratamento certo, realizado por mãos experientes e com a tecnologia adequada, a grande maioria dos pacientes supera essa fase e retoma a vida com qualidade.
A cirurgia robótica é hoje o padrão mais avançado de tratamento cirúrgico para o câncer de próstata. E a escolha do cirurgião é, talvez, a decisão mais importante de todo o processo.
Se você foi diagnosticado com câncer de próstata — ou se suspeita de algo e ainda não procurou ajuda —, não adie. Cada semana importa. O diagnóstico precoce salva vidas.
Agende sua consulta. Vamos conversar com calma, avaliar seu caso de forma individualizada e construir juntos o melhor caminho para a sua saúde.
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